1° PRINCÍPIO BÁSICO IDENTIFICADOR: Os problemas da família têm raízes na estrutura atual da sociedade.

Quando nascemos, recebemos uma gama muito grande de valores culturais que poderão nos acompanhar ou não por toda vida. Durante a mesma, vamos agregando outros valores conforme frequentamos os locais tais como escola, igreja com catequese, trabalho, clubes, entre outros.

Nos dias atuais, parece que nossa cultura está muito liberal em vários aspectos, pois muitos pais, dentro desse contexto, se acham na obrigação de se desdobrarem para fazer o impossível para atender suas famílias.

Muitos de nossos parentes têm comportamentos, tais como consumir determinada marca para parecerem modernos, usarem uma grife porque está na moda, até usarem drogas, para estarem no meio de uma turma que acham legal. Desse modo, muitos pais, agindo para fazer tudo pelos filhos, acomodam-se, aceitando comportamentos inadequados, com abusos e manipulações. Também nesse contexto, um traço dessa cultura traz o consumismo, o uso abusivo de álcool, gerando o uso de drogas mais pesadas.

Assim, quantas vezes vemos um bebedor problema, ou mesmo um usuário de drogas que se acha capaz de parar quando quiser, se acha capaz de dirigir, de cometer outros abusos de desrespeito à família e à sociedade só porque está pagando as contas, porque trabalha? A família muitas vezes suporta, também a sociedade suporta, mas será que é verdade?

Na verdade, as famílias se tornam doentes com essas pessoas, e todos precisam se tratar, de alguma forma, para buscar um comportamento sadio que traga a paz para todos. Muitas famílias fazem loucuras para mudar o comportamento desse ente querido problema. Entretanto, muitas vezes, quando não se busca ajuda, quando se entra no jogo da manipulação, se foge da responsabilidade, pode-se piorar a situação, porque o problema, na maioria das vezes, é complexo e precisamos de ajuda para a busca de solução ou, pelo menos, minimização do mesmo.

Mais ainda, o comportamento é uma semente de escolhas de como agir, um fazer moral, ético e racional. É uma maneira de fazer um eu melhor, uma família melhor, uma sociedade melhor a cada dia. Amar é buscar ser forte e tornar o outro forte o suficiente para que possa se defender do mal, combatendo o mesmo durante toda a vida, onde quer que esteja.

Devemos nos perguntar sempre: “Queremos fazer, mas será que podemos? Se podemos, será que devemos?”. Assim, o respeito, a honestidade, a cordialidade são a prática nos relacionamentos, que têm como característica um tratamento digno que a ética nos convida a ter para a construção de um convívio familiar saudável dentro de uma sociedade justa e fraterna.

Por isso, estamos no grupo Amor-Exigente, para buscarmos o melhor para nós, nossas famílias e para as comunidades onde estamos inseridos.

Que Deus continue abençoando sempre a todos nós.

Autor: Francisco Eduardo Rodrigues, voluntário do AE, Ipatinga/MG.

Fonte: Revista AE, edição 304, página 04.

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