A IMPORTÂNCIA DA ESPIRITUALIDADE NO MUNDO MODERNO
Atualmente, observa-se, na sociedade em geral, o resgate de valores espirituais outrora adormecidos. É crescente o número de pessoas que buscam, na religião e na espiritualidade, respostas às questões para as quais não encontraram solução no modo de vida materialista que se instalou na civilização moderna.
Entretanto, esse sentimento não é, em essência, algo novo; mas sim o ressurgimento de uma necessidade que acompanha o ser humano desde seus primórdios e que, de tempos em tempos, ganha força de acordo com as circunstâncias da época.
As origens do sentimento religioso
Não é exagero afirmar que, basicamente, o sentimento religioso nasce do respeito pelo desconhecido. O que podemos compreender e dominar é destinado ao campo do raciocínio lógico e das ciências. Entretanto, as questões que fogem à nossa compreensão, conhecimento ou domínio acabam sendo tratadas por meio da espiritualidade.
A ruptura
O desenvolvimento tecnológico e científico projetou a humanidade em uma nova era em que os valores religiosos foram gradativamente perdendo sua força na sociedade. A Revolução Industrial, a ascensão do capitalismo e o surgimento do socialismo são acontecimentos que iconizam o desapego crescente do ser humano à religião. Contudo, devido a tantos conflitos e problemas, a humanidade anseia, mais do que nunca, pela paz e pela harmonia e volta a buscar, na espiritualidade, as respostas que não encontrou no modo de vida que adotou. Além disso, esse modo de vida; principalmente em relação aos grandes centros urbanos; tem se mostrado cada vez mais prejudicial, tanto física como mentalmente, ocasionando o estresse, a depressão, a hipertensão e os vários tipos de dependência.
Uma espiritualidade renovada
Não há dúvidas de que a espiritualidade é imprescindível para podermos vencer os desafios que se levantam frente à civilização atual, mas chegamos a um ponto em que também não podemos abrir mão das conquistas alcançadas no campo material.
O conceito do “caminho de meio” se relaciona à postura de encarar a vida de forma equilibrada e auto controlada, transcendendo o extremismo de visões opostas.
As pessoas, em geral, tendem a uma visão predominantemente materialista ou então espiritualista da vida. Não podemos simplesmente rejeitar o materialismo. Isso equivaleria ao idealismo ou ao escapismo e destruiria nossa capacidade de reagir aos desafios da vida de forma construtiva.
O ser humano é formado tanto por seu aspecto físico como pelo mental, os quais devem se completar harmoniosamente. Vida e morte, material e espiritual, corpo e mente são conceitos indivisíveis e manifestações da vida como um todo.
Portanto, estimados leitores, vamos criar um ambiente harmonioso onde “eu”, como ser humano, devo elevar minha condição de vida espiritual; seguindo uma crença que valorize minha dignidade como ser humano com o objetivo de conceder e receber felicidade.
Autor: Sílvio Luis Vicente, voluntário do AE, Serra Negra – SP.
Fonte: Revista AE, edição 305, página 06.
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