IMPACTO DAS REDES SOCIAIS NAS RELAÇÕES FAMILIARES
Nos últimos anos, as redes sociais transformaram a maneira como nos comunicamos, mas também trouxeram efeitos negativos para as relações familiares.
Um dos impactos mais visíveis é a substituição do tempo de qualidade por uma “conexão constante”, em que pais e filhos estão juntos, fisicamente, mas emocionalmente distantes, imersos em smartphones.
O tempo em família diminuiu, com as interações virtuais sendo priorizadas em detrimento de conversas presenciais. Nunca as pessoas distantes estiveram tão próximas e as próximas, tão distantes!
Além disso, as redes sociais promovem ideais de perfeição, gerando sentimentos de inadequação tanto nos jovens, que se sentem pressionados a exibir uma vida perfeita; como nos pais, que podem se comparar a outras famílias, resultando em insatisfação.
A dificuldade dos pais em monitorar o uso das redes pelos filhos, respeitando ao mesmo tempo a privacidade, é um desafio; pois o uso descontrolado pode levar à dependência tecnológica e outros problemas, como depressão, distúrbios de sono e delinquência.
Apesar disso, as redes sociais não são vilãs, “a diferença entre o remédio e a droga é a dose”. O desafio é encontrar um equilíbrio, promovendo momentos offline e usando as plataformas de forma consciente. Nada substitui o contato social verdadeiro e a atenção plena entre os membros da família!
QUANDO OS PAIS MUDAM, A FAMÍLIA SE TRANSFORMA
“A família é o primeiro grupo social do qual fazemos parte. É no convívio familiar que começamos a ocupar nosso lugar no mundo das relações” (Livro: “Cadê os Limites?” – De Alcione Candeloro Rici e Marilia Candeloro Cunha).

Vivemos numa época em que a família pauta sua vida baseada na era tecnológica, que está modificando, de forma muito perigosa, os relacionamentos entre seus membros. A conversa é substituída por mensagens de WhatsApp, o carinho, por emoji, e algumas regras, como horário de estudo e tarefas escolares, algumas atividades extras, como aulas de dança, inglês, academia, dentista etc., são terceirizadas para aparelhos eletrônicos programáveis “Alexa” que, com a voz computadorizada e metálica, as mensagens passam despercebidas, pois crianças e adolescentes estão tão absortos em seus próprios aparelhos eletrônicos, que é somente mais um ruído.
Nossas famílias estão se tornando disfuncionais em suas ações humanas.
Faz-se necessário, em muitos lares, a humanização das relações, onde a voz, o toque, o olhar nos olhos, o ouvir, a empatia sejam ingredientes principais da vida real que deve existir no grupo familiar, que é onde começa e se desenvolve o aprendizado da convivência interpessoal.
E para que os filhos possam aprender a ocupar o seu lugar, na relação familiar e no mundo, os pais precisam ocupar o seu lugar e sua função na família, porque quando os pais mudam, a família se transforma.
Autoria: Carlos Delfino Marques, voluntário AE, Piracicaba – SP e Isabela Oliveira Pinto Cidral, coordenadora da Regional Planalto Norte/SC do Amor Exigente.
Fonte: Revista AE, edição 305, páginas 07 e 08.
Gostou do conteúdo? Assinaturas da Revista Amor Exigente, clique aqui.