“Quando eu estava cansado e não podia me concentrar, costumava recorrer a uma afirmação de vida que consistia simplesmente em caminhar e respirar profundamente. Às vezes, eu dizia a mim mesmo que não conseguiria nem sequer fazer isso de tão fraco que estava. Mas aprendi que esse era o ponto em que não poderia me entregar, para não ficar ainda mais deprimido.”

“Assim sendo, propus-me uma meta modesta: eu me determinei a caminhar meio quilômetro. E me concentraria, contando minha respiração – por exemplo, seis passos para cada inspiração vagarosa e quatro para cada expiração. E, depois de percorrer o meio quilômetro, descobria que poderia continuar talvez mais meio quilômetro e depois talvez mais outro.”

“Isso era animador. A falsa sensação de fraqueza física desaparecia (essa sensação é característica da depressão). O andar e especialmente a respiração foram poderosas afirmações de vida, afastando o fracasso e a morte. A contagem representava uma disciplina mínima em concentração, para obter um certo descanso do desgaste produzido pelo medo e pelo sentimento de culpa.”

Carta de 1960.

Do Livro Na Opinião do Bill, página 92.

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